A idéia do trabalho surge a partir de um fragmento de texto do poeta paraense João de Jesus Paes Loureiro: "Entre o rio e a floresta, o infinito". Compreendo que nesse infinito encontra-se a margem, definida em seu conceito geográfico como o encontro da água com a terra. A peça que compõe o trabalho é uma estrutura que serve como contrapiso no fundo de uma canoa, embarcação usada como veículo de ligação entre as margens. Por isso optei por essa montagem, onde o trabalho se acomoda entre o chão e a parede que, mesmo partindo de uma estrutura rígida, dá uma idéia de fluidez.
Sem interferência direta no objeto achado, Marcone Moreira o instala no espaço expositivo para imediatamente dar início a uma série de construções efêmeras que sinalizam uma certa demarcação da geometria sugerida pelo próprio objeto. Nesse processo de desenho, com pó de mármore, as formas demarcadas no chão evidenciam a contraforma, o vazio.
Nasceu em Pio XII - MA, Brasil em 1982 – Vive e trabalha em Marabá-PA.
A partir de 1998, vem participando de diversas exposições pelo país e no exterior. Sua obra abrange varias linguagens, como a produção de pinturas, esculturas, vídeos, objetos, fotografias, e instalações.
Prêmios: Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, Instituto de Artes do Pará, premiado no X e XV Salão da Bahia, Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte e premiado no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo; Bolsa Pampulha, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte e XXII Salão Arte Pará, Belém. Individuais: 2007, Arqueologia Visual, Espaço Cultural Banco da Amazônia, Belém e Margem, na Galeria Lurixs-RJ. 2006, Vestígios, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. 2005, Vestígios, Galeria Virgilio, São Paulo. Coletivas: 2009, Nova Arte Nova, CCBB, São Paulo; 2008, Arco, Feira de Arte Contemporânea, Madri, Espanha; Os Trópicos, CCBB, Rio de Janeiro e Museu Martin-Gropius-Bau, Berlim, Alemanha. 2007, PINTA, Feira de Arte Contemporânea, Nova York. 2005 Amálgamas, em Mantes-la-Jolie na França e Desarranjos, Museu do Marco, Vigo, Espanha. 2003, Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP.